sexta-feira, 6 de maio de 2011

PASSAPORTE

Quando você planeja uma viagem para os EUA logo vem na sua mente os passeios, os lugares bonitos, as compras baratas, as fotos que você irá tirar... tudo muito lindo e maravilhoso... eis que dá um estalo na sua cabeça e você descobre que não tem visto, nem passporte. Então a cabeça começa a processar as seguintes palavras: "burocracia", "taxas", "filas", "incertezas"....

Calma! Calma! Não criemos pânico!

Realmente o maior dos problemas de uma viagem ao exterior (além do pagamento em si da viagem) está na documentação necessária para entrar no país visitado. É capaz que você perca bastante tempo e um pouco de dinheiro, dependendo de onde for. Mas se o desejo de viajar for maior do que tudo, é essencial encarar tudo com bom humor e visar o resultado, e não os meios.

Neste post, irei relatar como foi a retirada do meu passaporte, o primeiro passo da burocracia para quem quer ir viajar para os EUA.


O PASSAPORTE

Capa do novo passaporte
Antes de falar os procedimentos da retirada do passaporte, é bom falar um pouco sobre este documento. Atualmente, a Polícia Federal alterou algumas coisas no documento. A capa verde agora dá lugar a capa de cor azul, com o emblema da república em dourado. De novidade, também na capa, abaixo do emblema, encontra-se uma figura que simboliza um chip eletrônico, que contém todos os dados do portador, para que o serviço de imigração seja agilizado nos aeroportos que tenham equipamentos apropriados. A validade do documento é de cinco anos. Mesmo tendo vistos concedidos por mais tempo, é necessário entrar com um novo pedido de passaporte após este prazo.



Primeiro Passo: Agendamento
Assim como eu, você deve entrar no site da Polícia Federal www.dpf.gov.br >  Passaporte > Requerer Passaporte > Emissão do passaporte (link localizado no Item 2).

Preencha o formulário eletrônico por inteiro, inclusive o local de atendimento que você vai querer tirar o passaporte;

Logo após digitar o código de segurança e clicar em "enviar", uma tela surgirá com os botões:
- Gerar Protocolo (importante imprimir, caso venha a ter algum problema com o sistema);
- Gerar Boleto: esse é importantíssimo, pois trata-se da taxa GRU que precisa ser pago para a confecção do passaporte. Atualmente é cobrado R$ 156,00 e você pode pagar em qualquer banco.

Após isso, você deverá entrar novamente no site da Polícia Federal > Passaporte > Agendar Atendimento. Preencha os dados necessários e clique em "prosseguir". Aparecerá uma tela com os locais de atendimento disponíveis e os horários. Escolha o de sua preferência e imprima a confirmação. No meu caso, quando preenchi o formulário eletrônico, escolhi retirar o meu passaporte no posto localizado no Shopping Light, em São Paulo, que era o mais próximo do meu trabalho, às 11 horas. O maior problema foi a data do agendamento: levando em consideração que eu preenchi o formulário e o agendamento no dia 17 de março, só consegui atendimento para o dia 27 de abril. Portanto, se minha viagem estivesse programada um mês antes, estava lascado (até porque depois teria que tirar o visto americano também).


Segundo Passo: A entrevista

Após uma espera de mais de um mês, tempo entre o agendamento e a entrevistta em si, finalmente chegou o grande dia. Meu horário estava marcado para as 11h da manhã e não marquei bobeira. Cheguei no Shopping Light, subi as escadas rolantes até o 3º andar, até chegar ao posto da Polícia Federal.

Ao contrário do que eu imaginava (para a minha surpresa!) o sistema DA ENTREVISTA é bem organizado. A sala da entrevista é completamente fechada, com portas e vidros leitosos para que ninguém veja o que se passa lá dentro. Na porta, um cordão de fila estava montado, com um funcionário autorizando a entrada e outro organizando a fila do lado de fora. Do lado esquerdo dela tem uma outra sala, para a retirada do passaporte para aqueles que já fizeram a entrevista. Na parte externa do posto, tem alguns bancos para que você aguarde a hora de ser chamado.

Embora chamam esse processo de "entrevista", ainda será neste momento que deverá se preocupar. Na verdade, essa entrevista só consiste na checagem de documentos (tanto que não é perguntado pra onde vai, o que vai fazer... blá, blá, blá como costumeiramente é no consulado americano). Cheguei lá meia-hora antes para não ter confusão. Percebi que tinha uma fila formada na porta da sala e logo fui perguntar pro funcionário, que me respondeu que era a fila das 10h30. Aproveitei então o tempo para dar uma volta pelo shopping, retornando ao posto 10h55.

Quando voltei, o homem já estava  chamando para a fila quem tinha agendado a entrevista para as 11h. Fui o quinto da fila (até porque neste dia não tinha muita gente, o que é raro, já que geralmente é lotado de gente). O organizador da fila checou os documentos que eu trouxe e pediu para aguardar. Dez minutos depois, estava dentro da sala.

Ao entrar, o rapaz da porta pediu para que eu aguardasse sentado num banco (de praça) em que a fila continuava. Essa fila é a mais demorada, porque é ela que encaminha as pessoas pra entrevista. Mas também não é muito. Vinte minutos depois, fui chamado.

Uma senhora, até que simpática (para os padrões de funcionalismo público federal que conhecemos) estava sentada atrás de uma mesa com computador e pediu para que eu sentasse. Pediu os documentos obrigatórios (RG, Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral da última eleição, Comprovante de Pagamento do GRU - taxa para a aquisição do passaporte, e Passaporte Anterior - se houver). Entreguei-a e ela começou a digitar todos os dados dos documentos no computador.

Após a digitação, ela pediu para que eu colocasse meus dedos numa máquina que escaneia as impressões digitais. Logo em seguida, pediu para que eu me afastasse da mesa, ficando de costas para uma tela branca. Ela posicionou uma câmera digital na minha frente e tirou uma foto. Sim, a foto para o passaporte é tirado lá, na hora, sem precisar levar nenhuma! No fim, ela me entregou um papel, contendo a data prevista para a retirada do passaporte, que seria de exatamente uma semana.


Terceiro Passo: A retirada
Conforme estava escrito no papel que recebi no fim da entrevista, lá estava eu no dia 5 de maio no Shopping Light novamente para, finalmente, a retirada do passaporte.

O atendimento ao público começava às 10h da manhã, por isso, por precaução, Cheguei meia-hora antes (o que foi a minha sorte). Do lado de fora da sala do lado da entrevista já havia quatro pessoas na fila. Fiquei aguardando. Dez minutosa depois de chegar, ao olhar pra trás, já podia ver a fila dar quatro voltas em zigue-zague. Pensei comigo: "Que sorte, vou conseguir pegar rapido o meu passaporte e ir embora".

Às 10h em ponto, os funcionários da Polícia Federal começaram os trabalhos. Abriram o posto para retirada do documento e a primeira pessoa na fila entrou. Fiquei no aguardo. Cinco, dez, quinze minutos, e nada da segunda pessoa ser atendida. Entre um falatório e outro, um funcionário gritou (isso mesmo, GRITOU!) que o sistema dos computadores de Brasília tinha caído e com isso afetou o restante do sistema. Bom, nem preciso dizer como era a cara de puto da vida que fiquei... 
Depois de tantas reclamações e esperar em pé (já que esta parte da fila não tem banco de descanso), às 10h40 o bendito sistema finalmente voltou. Minha mente positiva clamou: "Finalmente vou ser atendido!", mas juro que ouvi uma voz dizendo "calma meu rapaz..."

Essa voz era de Mr. Murphy e a sua lei que nunca falha. A espera estava longa e meus pés já apresentavam cansaço, mas como já não bastasse a queda do sistema, o único guichê em funcionamento da polícia naquele momento simplesmente começou a atender idosos e pessoas com crianças, sejam no colo ou carrinho. E acredite, não eram poucos.

Não que eu ache que eles não tem que ter prioridade no atendimento. Assim como eu já estava cansado, acredito que alguns que tinha chego momentos depois de mim também estavam. Mas o maior desrespeito foi da Polícia Federal que, mesmo sabendo que só tinha um guichê de atendimento, resolveu atender só os prioritários, deixando aqueles que estavam lá desde às 9h30 da manhã, esperando até sabe-lá-Deus-quando.

Depois de esperar longos 15 minutos, entrei na tal sala de retirada. Neste momento, o outro guichê começou a atender também. A mulher olhou pra mim e deve ter notado a minha cara de revolta, pois só perguntou o meu nome e pediu o documento de identificação. Dei-a e ela registrou a retirada. Pediu para que eu conferisse se todos os dados estavam certos, o que pude confirmar. Logo em seguida assinei o livro de protocolo e sai de lá.


Moral da história: Saí finalmente com o documento, cumprindo a mais uma etapa do planejamento da viagem. Assim como qualquer documento que se queira retirar, o processo é extremamente burocrático, embora confesso que em relação da última vez em que eu fui tirar o passaporte (em 2006, ainda o modelo antigo, o verde), está mais eficiente. Esteja preparado para pegar filas, dependendo de onde for tirar. Mas nada de bicho-papão ou coisa do gênero. Acho que isso é fichinha perto do pior está por vir (leia-se ISTO AMERICANO).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O DESTINO: CHICAGO (PARTE 1/3)

Oi pessoal!

Bom, assim como escrevi no último post, tomei a decisão de ficar 28 dias em Chicago, tanto para passear quanto para, já que estarei nos EUA, estudar inglês. Retomando os textos aqui no blog, hoje irei falar sobre o destino escolhido, baseado nas pesquisas que fiz na internet e alguns livros.
 
Vista noturna de Chicago, a partir do lago Michigan.
Mais conhecida como Windy City (Cidade dos Ventos), devido aos fortes ventos glaciais vindo do Ártico, a cidade fica no estado de Illinois, no meio-oeste do território americano. Banhado pelo lago Michigan, a cidade possui uma rica variedade cultural e esportiva, com o sucesso dos blues e as vitórias no basquete dos Bulls. Com uma área de um pouco mais que 600 Km² e com mais de 2,5 de habitantes, Chicago é a terceira maior cidade americana, atrás apenas de Nova York e Los Angeles. A temperatura média chega a -5ºC no inverno e 23ºC no verão.  


15 motivos para visitar Chicago

Chicago possui uma variedade de cultura, esporte e histórias, muitas histórias para contar, como as do gângster americano Al Capone e do arquiteto Frank Lloyd Wright. As opções de passeio são inúmeras e, por este motivo optei em falar abaixo de algumas que pretendo visitar quando for viajar por lá:


Adler Planetarium, do lado externo.
1) Adler Planetarium é o primeiro planetário das Américas. Reconhecido como líder na educação científica, o planetário é a casa das coleções antiquárias astronômicas mais importantes do mundo. Além de peças e instrumentos, o local abriga três teatros relacionados à astronomia, sendo que um deles em 3D.





Leão que guarda a entrada do Art of Institute
2) Art Institute Of Chicago é um renomado museu que guarda a terceira maior coleção permanente de arte dos EUA (são mais de 260 mil trabalhos artísticos e artefatos). Dentro desta coleção, existe pinturas do impressionismo e pós-impressionismo, esculturas europeias do início do século XX, arte contemporânea, impressos japoneses, além de fotografias. O leão que guarda a entrada do instituto é parada obrigatória para turistas que desejam tirar fotos.




Recife do Caribe, dentro do Shedd Aquarium
3) John G. Shedd Aquarium é uma instituição sem fins lucrativos que visa a educação ambiental e conservação para o público. Entre os maiores aquários do mundo, o Shedd possui mais de 32 mil animais representando 1,5 mil espécies de peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos. Destaque vai para o Oceanarium, um pavilhão voltado a visitação nos aquários de  animais como a baleia-branca, golfinhos, leões-marinhos e pinguins.
Site: http://www.sheddaquarium.org/



Sue, o Tiranossauro do Field Museum
4) No Field Museum of Natural History a pré-história ganha vida novamente. Conheça Sue, o esqueleto de dinossauro mais completo do mundo, ou então o Envolving Planet, um andar voltada somente para seres marinhos pré-históricos. Há espaço também para a Era do Gelo, além da experiência de sentir o cheiro da floresta que cobria Chicago há milhares de anos atrás. Além de animais, o museu também mostra a vida pré-histórica humana e os ancestrais americanos.
Site: http://www.fieldmuseum.org


Urso Polar do Lincoln Park Zoo
5) Lincoln Park Zoo traz a vida selvagem à cidade. Situado no parque de mesmo nome, reúne diversos animais selvagens, como leões, tigres, elefantes, girafas e zebras. No total, são 80 espécies de mamíferos e mais de 75 de pássaros. O Parque é um dos mais antigos dos EUA e nele passam 3 milhões de visitantes por ano. O destaque do parque é o Urso Polar, a ala dos primatas africanos e dos animais australianos. 
Site: http://www.lpzoo.org


Espero que tenham curtido estes primeiros 5 motivos para se visitar Chicago!!! Para não ficar um post muito extenso, procurei em fazer em três partes. Então nos próximos posts darei continuidade nas principais atrações da Windy City.

USA HERE WE GO!!!

O DESTINO: CHICAGO (PARTE 2/3)

Fala pessoal!!!


Conforme escrevi no último post, darei continuação nas atrações que Chicago oferece aos turistas que a visitam. Hoje colocarei mais 5 destinos. Vamos lá!!!


6) Willis Tower (antigo Sears Tower)
Video de apresentação do Skydeck Chicago - Willis Tower

O Willis Tower (até 2009 chamado de Sears Tower) é o prédio mais alto do hemisfério ocidental, com 442 metros de altura (527m se contar com a antena no topo do prédio). O edifício tem 108 andares, sendo considerado de 1973 a 1998 o prédio mais alto do mundo. Além do espaço cultural localizado dentro do Willis Tower, também pode-se visitar o 103º andar, onde fica a grande atração do local: The Ledge, plataformas de vidros suspensos do lado de fora do edifício, permite aos visitantes uma vista de no máximo 80 km (além dos arredores de Chicago, é possível ver os estados de Indiana e Wiscosin).   





Turistas curtindo o verão no Navy Pier
7) Navy Pier é um píer de um quilômetro de extensão situado às margens do lago Michigan. Construído em 1916, a principio serviria para embarque e desembarque de cargas. Além de restaurantes, museus e lojas, o Navy Pier oferece outras atrações, como passeios de navio pelo lago Michigan e o rio Chicago, diversão na roda gigante e um cinema IMax. No verão, às quartas e sábados, e no outono, aos sábados, acontecem durante a noite exibição de fogos de artifícios.
Site: http://www.navypier.com




Vista geral do Millenium Park
8) O Millenium Park é uma das principais atrações de Chicago, que contém um amplo espaço de quase 100 mil m² e possui inúmeros locais culturais e sociais para os mais variados tipos de atividades ao ar livre. Entre eles, podemos citar o Pavilhão Jay Pritzker, Cloud Gate, Fonte Crown, Jardim Lurie, entre outros. No inverno é montado um ice rink (pista de patinação) bem frequentado pelos Chicagoans (nome que se dá aos moradores de Chicago).





Canteiros de Flores da Magnificent Mile
9) Magnificent Miles, ou a "Milha Magnífica" é uma extensão da avenida Michigan que compreende o trecho mais chique de Chicago, com as lojas mais importantes do mundo situadas lá. São 290 mil m² de , restaurantes, hotéis, conjuntos residenciais e comerciais e lojas, muitas lojas. Dentre as principais, estão a Blommingdale's, Bulgari, Chanel, Ralph Lauren, Apple, Disney, Lego.... é loja que não acaba mais!




Lobby do Harold Washington Library
10) Harold Washington Public Library é um dos principais recursos educacionais e culturais da cidade. Em 756 mil m², o centro da biblioteca é o maior edifício municipal do mundo. O acervo é constituído por cerca de 6,5 milhões de livros, 14 mil periódicos, 90 mil títulos audiovisuais, e 3 milhões de microfichas. Uma coleção especial de livros e materiais em 90 línguas estrangeiras é mantida, além de ter uma coleção de material da Coleção Theater Chicago, a Guerra Civil Collection, e Arquivos do Chicago Blues. Em exibição todo o edifício é uma extensa coleção de arte pública.
Site: www.chipublib.org/

O DESTINO: CHICAGO (PARTE 3/3)

Muito bem, vamos para o último post contendo as principais atrações de Chicago!!!


O famoso letreiro de Wrigley Field
11) "Wringley Field - A Casa do Chicago Cubs". Essa expressão é encontrada no famoso letreiro em vermelho situado na entrada deste importante estádio de baseball. É o segundo mais antigo dos EUA, construído em 1914 (mais novo apenas que o Fenway Park, estádio do Boston Red Sox). O Wrigley Field tem esse nome desde 1926 graças a William Jr, magnata e que foi um dos donos da franquia.


Soldier Field, em dia de jogo dos BEARS.
12) Soldier Field é o estádio pertencente ao time de futebol americano Chicago Bears. Construído em 1922, recebeu este nome em homenagem aos soldados americanos. Até 2005 também foi palco para os jogos do Chicago Fire (time de futebol) e ajudou os EUA a organizar a Copa do Mundo de 1994, recebendo jogos da Alemanha e Espanha. Além da Copa, também sediou jogos do pan-americano de 1959, quando Chicado foi escolhida.





Jogo dos Bulls no United Center.
13) United Center é a maior arena esportiva dos EUA e casa de dois importantes times de Chicago: os Blackhawks (time de hockey) e dos Bulls (time de basquete). Construída em 1994, graças a parceria dos dois time, hoje além de abrigar eventos esportivos, o UC também serve para receber espetáculos musicais, como The Rolling Stones, U2, Paul McCartney, Eric Clapton, etc, somando uma incrível média de 200 espetáculos por ano. Desde a sua abertura, mais de 200 milhões de pessoas já passaram pelo United Center. 
Site: http://www.unitedcenter.com




Fachada do Chicago Theatre
14) O Chicago Theatre é o principal palco da cidade, contendo cerca de 3,6 mil assentos e um dos mais belos teatros do mundo. Construído em 1921, custou US$ 4 milhões e possui na sua arquitetura traços do estilo barroco francês. A parte externa do teatro foi inspirada no monumento Arco do Triunfo, de Paris. O momento mais dificil do teatro ocorreu em 1985 que, devido à uma crise social e econômica, foi fechado.  Porém, um ano depois, foi adquirido por novos investidores que restauraram e modernizaram o Chicago Theatre. Em setembro do mesmo ano, o local foi reaberto com um show que estava a sua altura: Frank Sinatra.





B.B. King, um dos mais emblemáticos bluesman
15) Falar de Chicago e não falar de Blues é como calar os milhares de artistas que surgiram na cidade. A cidade, que após a Guerra Civil americana recebeu milhares de migrantes oriundos do sul do país, se tornou a capital do Blues. Artistas como Muddy Waters, B.B. King, Willie Dixon pertencem às raízes do blues de chicago. Na cidade, inclusive, o que não faltam são bares e restaurantes com apresentações de bluesman.


Chegamos ao fim desta série de posts que fala sobre as atrações de Chicago. Claro que estas são algumas sugestões, e sempre bom lembrar que as numerações não significa o grau de importância delas, mas quem vai a Chicago não pode sair de lá sem antes visitar estes lugares. Adiantando, no próximo post falarei sobre a parte mais chata da pré-viagem: a burocracia (passaporte, visto, pagar, pagar e pagar...).

USA HERE WE GO!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

A IDEIA DA VIAGEM

Fala galerinha!

Bom, conforme eu disse no último post, estou com a ideia de ir viajar para o EUA. Claro que a vontade é muito grande, mas quando se trata de uma viagem pra fora do país precisamos entender que sem planejamento essa viagem pode custar caro. Contarei um pouco abaixo quais foram as minhas decisões na hora de planejar a minha viagem.

Primeiro passo: Pra onde?
Como já me disseram várias vezes que sonhar não custa nada, instintivamente quando comecei a divagar a ideia de viajar logo veio à cabeça três palavras:

NEW YORK CITY!


Sim, a Big Apple, a capital do mundo, a mais glamurosa e disputada cidade americana. Não sei quanto a vocês, mas assim como muita gente, também concordo quando falam que ir aos EUA sem visitar Nova York é a mesma coisa que ir ao Vaticano sem visitar a Basílica de Sâo Pedro. Portanto, meu ponto de partida seria umas férias merecidas para poder explorar a grande cidade. A ideia não é estudar nem nada: era apenas conhecer, gastar, degustar, gastar, passear e gastar! Bem, acho que essa é a ideia da maioria das pessoas que pretendem viajar para lá...

Segundo Passo: Quando e quanto?
O tempo que você irá passar na cidade visitada considero tão importante quanto a escolha da própria cidade, pois é no tempo que você precisará se apoiar para saber o quanto (tempo e dinheiro) você levará para conhecer o que quer. No meu caso, visitar a Estátua da Liberdade, Empire State Building, assistir a uma peça na Broadway, assistir um jogo de baseball dos Yankees (meu time!)... são apenas algumas coisas que pretendo fazer. Claro que, assim que planejado o que você pretende fazer por lá, você terá que ver o quanto precisará levar. Lugares caros obviamente exigem mais dinheiro; mas há quem diz que NY tem passeios para pobres e ricos rs!!! O lance é pegar metrozão, aproveitar os cupons de promoção de algumas lojas (fique sabendo que a Macy's oferece 10% de desconto para estrangeiros) e lugares como museus e galerias onde em um certo dia da semana você paga quanto quiser (seja US$0,50 ou US$20,00). Embora eu tenha bastante tempo (tirarei 30 dias de férias do trabalho), sei que não terei condições de bancar 30 dias em NYC. Portanto, estudando o fato tempo/dinheiro optei por viajar durante 15 dias para NYC.

Terceiro Passo: Correr atrás de informações dos custos de hotel e avião
Como na época estava em maio e pretendo viajar só em abril/2012, obviamente não há muito o que se pesquisar em relação a preços. Todas as agências que procurei apresentaram valores referente até o fim deste ano. Logo não teria como ter certeza no quanto iria gastar em avião e hotel.

Neste momento achei que estava muito precipitado (afinal, estava 11 meses adiantado!). Porém, conforme o tempo foi passando, percebi que, tirando a ansiedade de resolver tudo de uma vez só, é extremamente importante essa antecedência em ver os custos. Falo isso porque você não só terá tranquilidade e tempo suficiente pra juntar o dinheiro necessário (mesmo não tendo o tarifário atualizado), como também poderá com calma decidir sobre quais caminhos serão melhores para você escolher.

Quarto Passo: o que realmente vale a pena?
Um exemplo claro do que eu quero dizer no terceiro passo é que, durante as minhas pesquisas de mercado, acabei entrando numa agência onde a consultora gentilmente me atendeu para ver quanto sairia o pacote para Nova York. Notando a minha cara branca e gélida ao me falar o preço, prontamente ela começou a me mostrar outras cidades menos caras em que eu poderia visitar.

Fui para casa com vários prospectos, mas meio frustrado ao saber que Nova York estaria longe das minhas perspectivas. Durante uma semana, pesquisei sobre as possibilidades. No fim das contas, as férias de 15 dias em Nova York se transformou em um intercâmbio de 28 dias em...



CHICAGO


Sim, a Windy City! Terra dos Blues e de Al Capone, Chicago Bulls e cenário de filmes como Esqueceram de Mim. Aliás, lembram quando eu disse em relação ao tempo? Então, até o momento em que a consultora me falou sobre Chicago, eu não tinha a noção do que era a cidade. Se não fosse essa antecedência em planejar essa viagem, eu não conseguiria pesquisar e descobrir tudo o que Chicago pode me oferecer, como o Museu de História Natural, Shedd Aquarium e House of the Blues. 

Você deve estar se perguntando "Intercâmbio? Mas você não queria só tirar férias?"

Sim, a ideia original era essa. Porém, andei refletindo sobre o status do meu inglês e, digamos que, após alguns anos aprendendo japonês, meu inglês deu uma enferrujada. Logo, vi nesta viagem a oportunidade ideal para fazer um curso de inglês também, até para o meu próprio trabalho. Neste sentido que acabei cedendo para fazer o tal curso.

O lugar onde ficarei hospedado é um hostel (mais em conta e estava incluso no pacote do intercâmbio). Embora não seja um hotel, pelas fotos dá sim para ter uma noção do quanto o conceito de hostel de lá é completamente diferente daqui. O melhor de tudo é que ele fica a 10 minutos a pé do metrô e a 20 minutos de metrô do centro da cidade, onde a escola de inglês fica. 

Enfim, se eu puder dar um conselho sobre viagem, este seria: PESQUISE TUDO COM ANTECENDÊNCIA!!! NÃO DEIXE TUDO EM CIMA DA HORA!!! Mesmo sem ter valores reais, baseie-se com o que tenha e sempre arredonde para mais para ter uma ideia do quanto irá gastar. Pesquise muito sobre o local que você vai e veja se o custo de vida de lá cabe no seu bolso. E mais importante: só feche quando você tiver certeza de que terá condições de realizar essa viagem.

E lembre-se SEMPRE: Os custos de uma viagem não para só em hotel e passagem aérea. A fórmula de uma viagem para os EUA é a seguinte:
Acomodação + passagem + seguro saúde + custos com o que for fazer por lá + passaporte + visto = VIAGEM

No próximo post, falarei mais sobre Chicago. Aliás, sobre a pesquisa que fiz sobre a cidade.


USA HERE WE GO!!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ONDE TUDO COMEÇOU...

Fala galera!
A partir de agora até a metade de maio estarei postando neste blog todas as aventuras e situações que passarei para poder ir aos EUA. Tudo será relatado, desde a pré-viagem (como visitas às agências de viagens, passaporte, visto, preparação de bagagem, etc) até a pós-viagem (tudo o que aprendi nessa viagem). 

Porque o blog? 
Achei no blog um meio de, no final de tudo, poder fazer o balanço das experiências que tive ao longo deste tempo e, ao mesmo tempo, poder compartilhar com vocês, para quem tem interesse em algum dia em viajar para lá ou apenas querem saber como se faz para chegar até lá.

Onde tudo começou...
Bom, para começar com o blog, nada melhor que.... COMEÇAR PELO COMEÇO! Rs!!

Esta minha viagem aos EUA tem um gosto especial para mim. Comecei a estudar inglês há 20 anos. quando, na pré-escola, a professora já começava a ensinar aos alunos como contar de um a dez, como se falava algumas coisas básicas do dia-a-dia, como "casa" ou "escola". 

Ao longo do ginásio, o inglês começou a ficar mais complexo e aos poucos foi tomando conta da minha cultura como sendo a segunda língua. E assim fui estudando até o término do colegial. Antes de completar os estudos, ainda iniciei os estudos em escolas de idiomas. No total passei 11 anos dentro de salas de aula, até chegar ao certificado de Cambridge.

Porém, como dizem por aí que "o inglês que a gente fala aqui não é o que se fala lá", eu tinha a grande ambição de um dia poder conviver com eles e aprender nem que fosse um pouco não só a língua, mas a cultura também. Então bora arrumar as malas e ir pros States!!!!

No passado, mais precisamente com 22 anos, tive a primeira oportunidade de sair do país, mas não para os EUA. Com um bom dinheiro guardado (depois de 6 meses de salário em um trabalho temporário), mas com o dólar lá em cima, tava complicado de ir para a América. Mas era o suficiente para ir a Nova Zelândia. Consultei uma agência de intercâmbio e a cidade escolhida era a Christchurch. Infelizmente, devido a algumas situações financeiras, tive que utilizar o dinheiro e não pude ir.

Agora, mais sossegado e com a economia americana em baixa, vi nesse período uma grande chance de me aventurar pelos Estados Unidos. Lamento dizer que algumas coisas já estão bem encaminhadas, mas nada que eu possa esquecer para poder relatar aqui para vocês.
Bom é isso. Abraço a todos!!!

USA, HERE WE GO!!!!